Há alturas em que se espera, faz parte de nós. As células esperam, o fígado espera. Espera-se.
Seis lados, cercada por um hexágono, espero.
Beberico; tem mais do que seis. O café não é mau. E eu espero: um golpe de sorte apenas, um vislumbre da metalidade.
Antigamente a felicidade de um casal era medida pelo número de filhos que tinham, mas isso só significava que gostavam da brincadeira. E agora, como se mede a felicidade de um casal? Pelo número de anos que fodem juntos? Esta Júlia Pinheiro!
Vou aliviar as saudades, vou ler o Público. O ego é uma coisa lixada: eu espero, mas não quero que se saiba, afinal de contas o orgulho feminino é para preservar. O que mais nos vale a não ser ele e o estrógenio? O que faz de nós gajas a não ser o nosso irritante e ultrapassado orgulho em ser gajas?
E é isto enquanto espero. Corto-me.
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